segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Access Point D-Link DWL-2100AP Via Console Serial

Palavras-chave: Console Serial, Access Point, D-LINK, DWL-2100AP, AP, PuTTY.

Neste post iremos localizar e acessar a interface serial do access point DWL-2100AP. 

MATERIAIS

Eletrônica:

- Multímetro;
- Osciloscópio (não é obrigatório);
- Conversor USB / Serial com suporte a 3.3V;
- Barra de pinos.

Software:

- PuTTY [1].

Diversos:

- Ferro de solda;
- Estanho;
- Sugador;
- Fios (jumpers) para conectar o conversor ao access point.

PROCEDIMENTO

O primeiro passo é localizar a interface serial na placa. 

Desmonte o access point e retire a placa com cuidado. Convém deixá-la em uma superfície não condutora, pois iremos alimentá-la.

A interface serial possui normalmente 4 pinos. Com uma rápida inspeção, notamos o JP2, Figura 1. É possível observar, na imagem capturada após os testes, dois pinos soldados.

Fig. 1 - Access Point desmontado e identificado.
Com o multímetro ligado no teste de continuidade, testaremos os pinos começando pelo Gnd. Encoste uma ponta de prova na blindagem (placa metálica com furos) e a segunda nos pinos até que ouça o apito (ou qualquer som que o multímetro em uso emita). Anote a posição!

Na sequência, identifique o Vcc. Ele não é usado durante o acesso, mas serve para facilitar a localização do Tx e Rx. Assim, ligue a alimentação do access point, deixe uma ponta de prova no Gnd e com a outra, vá tocando nos pinos até encontrar uma tensão fixa de 3.3V. Anote a posição!

Aqui obtemos metade dos pinos identificados.

Como o pino Rx depende da recepção de comandos e meu multímetro é daqueles baratinhos, será priorizado o Tx com o auxílio do osciloscópio. 

Durante o processo de boot a tensão no Tx oscila muito, assim ligue o Gnd da ponta de prova do osciloscópio e com a outra encoste no pinos restantes. Reinicie o access point e veja se detecta algo oscilando. Se não aparecer nada ou se for um pico muito rápido pode ser o Rx. Repita o procedimento no outro terminal da placa.

Localizado o Tx, desligue a alimentação e solde uma barra de pinos para facilitar a conexão.

Na ocasião só haviam dois pinos e por este motivo acabei soldando apenas o Tx (ponta azul) e Rx (ponta vermelha), Figura 2. O Gnd (ponta verde) foi pego na blindagem.

Fig. 2 - Identificação e conexão da interface serial.
Agora, identifique o baud rate, ou seja, a taxa de transmissão de dados.

Conecte o access point ao conversor USB / Serial da seguinte forma:

AP - Conversor
Gnd - Gnd
Tx - Rx
Rx - Tx

Como dito anteriormente, não é preciso ligar o pino Vcc.

Conecte o conversor na USB do computador e a alimentação do access point. Abra um terminal (no caso de usuários Linux) e de permissão total.
# chmod 777 /dev/ttyUSB0
Digite o comando abaixo para detectar o baud rate.
$ stty -F /dev/ttyUSB0
O resultado do comando é mostrado na Figura 3.

Fig. 3 - Baud rate (9600).
Abra o PuTTY e configure conforme as Figuras 4 e 5. Em seguida clique em "Open".

Fig. 4 - Configuração PuTTY 1.

Fig. 5 - Configuração PuTTY 2.


TESTES
 


Após clicar em "Open", reinicie o access point e acompanhe o processo de boot, Figura 6.


Fig. 6 - Boot do access point.
Ao aparecer a palavra "Ready", tecle "Enter" e digite o "Login" (admin) e o "Password" (deixar em branco).

Pronto! Você já está conectado via serial!

Para ver a versão do software instalado, digite "version", Figura 7.

Fig. 7 - Comando version.
Outros comandos interessantes para testar de imediato são "ls", "ping" (localhost), "telnet" (para habilitá-lo) e "find all".

O "find all" mostra a lista de todas as redes que o access point detectou.

A lista completa de comandos é obtida digitando "help". Ainda, com o osciloscópio conectado ao Tx após executar o "help", é possível ver o sinal oscilando até chegar a um nível máximo e voltando a zero.

MATERIAIS/LINKS RELACIONADOS

[1]. PuTTY - http://www.putty.org/ 

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